Eletrotermofototerapia na Oncologia

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A eletroterapia na fisioterapia é um recurso bem estabelecido na prática clínica com benefícios indiscutíveis. Os diversos agentes físicos estimulam respostas fisiológicas locais e ou sistêmicas e são utilizados com objetivos terapêuticos.

Na oncologia, a incorporação deste recurso em um programa de reabilitação vem sendo amplamente discutida e sua aplicabilidade vem crescendo exponencialmente. Estudos em pacientes câncer, mostram resultados promissores em relação ao controle de comorbidades advindas da terapia antineoplásica, à segurança e ao incremento da qualidade de vida e sobrevida do paciente.

A fotobiomodulação tem-se mostrado segura para prevenção e tratamento de mucosite, sendo recomendada por diversos órgãos regulamentadores.  O mesmo tem sido demonstrado em relação a efetividade da fotobiomodulação no controle do grau da radiodermite.

Recentemente um ensaio clínico com 70 pacientes com câncer de cabeça e pescoço demonstrou a eficácia do TENS (Terapia por Estimulação Elétrica Nervosa Transcutânea) na dor do paciente e algumas evidências positivas para o uso de eletroterapia na disfagia.

O uso da eletroestimulação em 208 pacientes com câncer de colo de útero, apresentou boa efetividade no controle de sintomas urinários pós cirurgia.

No entanto, vale ressaltar que o uso destas correntes em pacientes oncológicos está no início e deve ser criterioso, pois, muitas perguntas ainda precisam ser esclarecidas e seu uso indiscriminado pode não trazer benefícios.

por Dra Juliana Lenzi

• Fisioterapeuta especialista em Oncologia (ABFO/Coffito)
• Pós graduação em fisioterapia Dermato Funcional (Facisbras), Bioquimica e fisiologia do exercício (UNICAMP)
• Fisioterapeuta no Centro Clínico Campinas – Instituto Torres de Oncologia
• Mestranda programa de Clinica Médica – UNICAMP

Eletrotermofototerapia na Oncologia