Fisioterapia após radioterapia pélvica no câncer ginecológico

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O câncer ginecológico tem uma alta incidência e prevalência principalmente nos países em desenvolvimento. O tratamento do câncer ginecológico é estabelecido através do estadiamento da doença, podendo ser optado por cirurgia, radioterapia e quimioterapia. Estas podem ser utilizadas de maneira isolada ou combinadas umas com as outras.

A radioterapia pélvica é o tratamento mais indicado para o câncer ginecológico e a radiação poderá vir de uma fonte externa, onde não há contato direto com a paciente (teleterapia) ou ainda com o material radioativo muito próximo do tumor liberando altas taxas de dose (braquiterapia).

Apesar destas modalidades de tratamento serem bastante efetivas no controle e erradicação da doença, elas podem trazer algumas complicações que produzem diversos efeitos negativos, para estas pacientes e seus parceiros, tais como: disfunções intestinais e urinárias, radiodermites, aderências, edemas e linfedemas, menopausa precoce, infertilidade, dor pélvica e disfunções sexuais tais como a estenose vaginal.

A fisioterapia dispões de recursos e técnicas, com excelentes níveis de evidência no tratamento e/ou controle destas complicações, objetivando oferecer conforto e qualidade de vida para estas mulheres.

 

por Dra. Mirella Dias

  • Doutora em Ciências Médicas – Universidade Federal de SC
  • Mestre em Saúde Pública – Universidade Federal de SC
  • Especialista em Fisioterapia em Oncologia
  • Fisioterapeuta há 20 anos do CEPON – Centro de Pesquisas Oncológicas de SC.
  • Docente da Universidade do Sul de SC
  • Docente dos cursos de pós-graduação INTERFISIO, INSPIRAR, BIOONCO
Fisioterapia após radioterapia pélvica no câncer ginecológico