Fisioterapia Oncológica na Unidade de Terapia Intensiva

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Nos últimos anos a mobilização precoce do doente crítico vem ganhando um importante destaque dentro do ambiente da UTI. É cada vez maior o interesse na funcionalidade e consequente qualidade de vida que o indivíduo terá após sua internação por um quadro grave. Hoje já conhecemos diversos fatores que contribuem muito para o desenvolvimento da chamada fraqueza muscular do doente crítico, com isso somos capazes de traçar estratégias para sua prevenção e reabilitação.

Porém, cada vez mais vemos que um importante fator para o sucesso terapêutico dentro da reabilitação do paciente crítico é a INDIVIDUALIZAÇÃO do tratamento, obedecendo e respeitando as peculiaridades de cada caso, pois o que funciona em uma UTI geral pode muitas vezes não funcionar em uma UTI com outro perfil de pacientes.

Isto posto, como o doente crítico oncológico se enquadra nesse cenário? Estamos individualizando seu tratamento ?

Fatores importantes como a neoplasia de base, o status nutricional, síndromes paraneoplasicas, perspectivas terapêuticas futuras, impacto psicossocial da doença, dentre outros, podem fazer a diferença no direcionamento e logística do nosso plano de reabilitação.

Vamos discutir um pouco sobre esse e outros temas no dia 25/05 no VI CBFO. Espero vocês lá, grande abraço.

 

Por Dr. Jeferson George Ferreira

  • Fisioterapeuta da UTI adulto e preceptor do programa de residência do A.C. Camargo Cancer Center
  • Doutorando em Pneumologia pelo InCor-HC/FMUSP
Fisioterapia Oncológica na Unidade de Terapia Intensiva