Funcionamento como indicador de saúde

Compartilhe nas suas redes sociais:

Recentemente a literatura científica tem aportado grandes avanços no diagnóstico e tratamento de câncer, sendo estes aportes refletidos principalmente no percentual de cura, sobrevida global e sobrevida sem a presença de enfermidades. No entanto, estes dados não envolvem outros aspectos importantes da qualidade de vida das pessoas, como o funcionamento, que é conhecido atualmente como o terceiro indicador de saúde que complementa os indicadores de saúde já estabelecidos, como a mortalidade e a morbidade.

O termo funcionamento é genérico e inclui três dimensões: funções corporais, estruturas corporais e a participação. Além disso indica os aspectos positivos da interação entre um indivíduo com uma condição de saúde e seus fatores contextuais (ambientais). Portanto, mencionar o funcionamento humano significa conhecer o nível em que se encontram as funções corporais, reportar o modo como se executan determinadas atividades e participação em um determinado contexto influenciado pelo ambiente e características do indivíduo.

Um desafio na área de reabilitação é definir os resultados do funcionamento com uma taxonomia padronizada, que pode ser compartilhada e acessível a todos os profissionais da saúde que estão envolvidos dentro de um contexto integral de atenção ao paciente oncológico, utilizando uma linguagem comum que permita ser utilizada em uma plataforma de comunicação entre profissionais nos diferentes níveis de atenção.

Neste contexto, a Organização Mundial de Saúde (OMS) dispõe a Classificação Internacional de Funcionamento, Incapacidades e Saúde (CIF) no ano de 2001, na qual nos viabiliza de forma integrada compreender o estado de saúde e as consequências do funcionamento das pessoas, proporcionando um marco importante para estudar e analisar a interação entre o estado de saúde de uma pessoa e seu contexto a qual se desenvolve em todas as suas atividades de vida diária.

Recentemente a OMS identificou 10 áreas de ação entre as quais se destacam a utilização da Reabilitação em um contexto de Classificação Internacional de funcionamento, incapacidade e a saúde, CIF.

Portanto, nesta palestra vamos ter um enfoque biopsicossocial, baseado nos tipos de ferramentas que utilizam a CIF para os profissionais fisioterapeutas, além da apresentação de um conjunto básico (Core Set) recentemente elaborado para o ingresso hospitalário de pacientes tratados por câncer.

 

por LUZ ALEJANDRA LORCA P.

  • Kinesióloga Hospital del Salvador. Santiago de Chile
  • Diplomada em Kinesiologia Oncológica
  • Diplomada em Geriatria e Gerontologia Social
  • Diplomada em Qualidade e acreditação de Sistemas de Saúde
  • Diplomada em Metodologia da Investigação
  • Mestrado em Educação Universitária
  • Instrutora CIF- OMS/OPS
Funcionamento como indicador de saúde